segunda-feira, 9 de maio de 2016
Pentecostes: O Nascimento da Igreja Missionária
O livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, conta-nos que: “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. (...) Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. ”
No Batismo recebemos o Espírito Santo, confirmado de forma mais profunda pelo Sacramento da Crisma. Deus, insondável criador de toda as coisas, também sopra o Santo Espírito quando e onde quer.
terça-feira, 26 de abril de 2016
O que todo o católico deveria saber
Artigos da fé católica:
1. Crer em Deus Pai todo-poderoso.
2. E em Jesus Cristo, seu Filho único, Nosso Senhor.
3. Jesus Cristo foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria.
4. Jesus Cristo padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
5. Jesus Cristo desceu aos Infernos, ressuscitou dos mortos no terceiro dia.
6. Jesus subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo-poderoso.
7. Donde virá julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo.
9. Creio na Igreja Católica.
10. Creio no perdão dos pecados.
11. Creio na ressurreição da carne.
12. Creio na Vida eterna.
Os Dez Mandamentos?
1. Amar a Deus sobre todas as coisas.
2. Não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão.
3. Lembra-te de guardar o Dia do Senhor.
4. Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá.
5. Não matarás.
6. Não pecarás contra a castidade.
7. Não roubarás.
8. Não apresentarás um falso testemunho contra teu próximo.
9. Não desejarás a mulher do próximo.
10. Não cobiçarás as coisas alheias.
Para ajudar a memorização dos dez mandamentos:
1°) AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS
2°) NÃO TOMAR SEU SANTO NOME EM VÃO3°) GUARDAR DOMINGOS E FESTAS DE GUARDA
4°) HONRAR PAI E MÃE
5°) NÃO MATAR
6°) NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE
7°) NÃO ROUBAR
8°) NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
9°) NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
l0°) NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS
Os Cinco
Mandamentos da Igreja?
1. Participar da Missa inteira nos domingos e em outras festas de guarda .
2. Confessar-se ao menos uma vez por ano.
3. Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da Ressurreição.
4. Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja.
5. Ajudar a igreja em suas necessidades.
Quais são os dias
santos de guarda?
1. Todos os domingos do ano.
2. Dia 1º de janeiro, festividade de Santa Maria, Mãe de Deus.
3. Festividade do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), celebrada na quinta-feira depois do Domingo da Santíssima Trindade.
4. Dia 8 de dezembro, festividade da Imaculada Conceição da Virgem Maria.
5. Dia 25 de dezembro, Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Observação: há outros dias santos de guarda, contudo, coincidem com o Domingo.
Quais são os sete
Sacramentos?
- Batismo (Mt 28,19)
- Confirmação ou Crisma (At 8,17)
- Eucaristia (Mt 26,26)
- Penitência (Jo 20,23)
- Unção dos Enfermos (Tg 5,14)
- Ordem (Lc 22,19)
- Matrimônio
(Mt 19,6)
Quais são as três virtudes teologais?
- Fé
- Esperança
- Caridade
(1 Cor 13, 13 e cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 1813)
Quais são os Sete Dons do Espírito Santo? -
- Sabedoria
- Inteligência
- Conselho
- Fortaleza
- Ciência
- Piedade
- Temor de Deus
(Cfr. IS 11, 2-3 e Catecismo da Igreja Católica, n.1813)
Marcadores:
Artigos da fé católica,
Dez mandamentos,
Dons do Espírito Santo,
Fé católica,
Igreja Católica,
Mandamentos da Igreja,
Sacramentos,
Virtudes Teologais
terça-feira, 12 de abril de 2016
Amoris Laetitia: “A alegria do amor”
A Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, publicada em 08.04.16, fala
sobre o amor na família, sem introduzir modificações na doutrina da Igreja
Católica, tanto com relação ao matrimônio quanto com relação à instituição
familiar.
O
próprio Papa destacou que, “nem todas as discussões doutrinais, morais ou
pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais”, embora
houvesse um grande debate nos meios de comunicação ou em publicações, estendendo-se
“desde o desejo desenfreado por mudar tudo sem suficiente reflexão ou
fundamentação até à atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de
normas gerais ou deduzindo conclusões excessivas de algumas reflexões
teológicas”, reiterou o Pontífice.
A Exortação inicia com sete parágrafos
introdutórios, seguidos de nove capítulos e termina com uma oração à Sagrada
Família. No total são 325 parágrafos que abordam diferentes temas: Palavra de
Deus – ensinamentos bíblicos; situação atual da família; doutrina da Igreja;
dois capítulos centrais falam de amor familiar; caminhos pastorais;
misericórdia; discernimento pastoral em relação as dificuldades familiares; e,
espiritualidade familiar.
A partir da Bíblia o Papa tece comentários
sobre a figura do homem e da mulher,
criados por Deus, à sua imagem, unidos numa só carne, capazes de gerar vida.
Esta comunhão de pessoas reflete, a imagem da união entre o Pai, o Filho e o
Espírito Santo. A Bíblia fala de família do início ao fim, desde Adão e Eva,
até as núpcias da Esposa e do Cordeiro (Ap. 21, 2.9). O Salmo 127(128), 1-6,
canta a alegria de uma família que constrói sua casa sobre a rocha, embora haja
muitas que estão firmadas sobre a areia, sendo justamente estas últimas,
carentes de um olhar mais misericordioso.
Embora o Papa enalteça o amor familiar,
apontando atitudes concretas que ajudam a fortalecer e estreitar laços, unidos
a um crescimento espiritual pautado na reflexão dos textos bíblicos, na oração
e na Eucaristia, Francisco não deixou de citar uma série de desafios a serem
enfrentados pelas famílias: o enfraquecimento da fé e de práticas religiosas; violência;
fenômenos migratórios; cultura do provisório; individualismo exagerado; negação
ideológica da diferença entre os sexos; mentalidade anti-natalidade;
dependência toxicológica, entre outros.
A Exortação Amoris Laetitia é uma grande
catequese bíblica, teológica e social, que ressalta a importância do matrimônio
e da família. O Papa também destaca que, embora exista uma crise, verifica-se
que o desejo pela família permanece vivo, principalmente entre os jovens, e
isso é motivo de grande alegria.
Francisco conclui a Exortação de forma
revigorante, encorajando as famílias a viverem a experiência do verdadeiro
amor, a superarem percalços e seguirem em frente: “Nenhuma família é uma
realidade perfeita e confeccionada duma vez para sempre, mas requer um
progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar. (…). Todos somos chamados
a manter viva a tensão para algo mais além de nós mesmos e dos nossos limites,
e cada família deve viver neste estímulo constante. Avancemos, famílias;
continuemos a caminhar! (…). Não percamos a esperança por causa dos nossos
limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão
que nos foi prometida”.
Jeandré C. Castelon
Advogado, estudante de teologia e membro
da Pastoral Familiar
No Jornal: Gazeta de Toledo / Jornal Hoje
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Você sabe o que é: alienação parental?
Alienação parental
Embora o
vocábulo possa ser novidade para muitos, a legislação brasileira o contempla
desde agosto de 2010, quando da publicação da Lei nº 12.318, que em vigor desde
então, dispõe sobre a alienação parental.
Segundo
o Instituto Brasileiro de Direito de Família, a alienação parental é uma forma
de abuso psicológico que, se caracteriza por um conjunto de práticas efetivadas
por um genitor (na maior parte dos casos), denominado alienador, capazes de transformar
a consciência de seus filhos, com a intenção de impedir, dificultar ou destruir
seus vínculos com o outro genitor, denominado alienado, sem que existam motivos
reais que justifiquem essa condição.
A
interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente também pode
ser promovida pelos avós ou por aqueles que tenham a criança ou adolescente sob
a sua guarda. Igual é o resultado: promover o repudio pelo genitor alienado ou
prejudicar o vínculo afetivo com o mesmo. O alienador pode levar a criança a
sofrer uma completa aversão em relação ao alienado.
É
importante destacar que a alienação parental, prática reprovável e insensível,
restringe-se às situações onde um dos genitores é injustamente atacado e
impedido de ter contato com os filhos. De forma alguma se pretende acobertar pessoas
violentas que podem colocar em risco a integridade física da criança ou da
pessoa que detêm sua guarda. Independentemente do resultado negativo da relação
havida entre os pais, a criança não merece ser privada do amor e do carinho
advindos da parte que, desafortunadamente, não vive mais sob o mesmo teto.
Os
homens, maioria absoluta entre as vítimas da alienação parental, comumente vêm
sendo privados de conviver com os filhos. Muitas vezes a mãe, magoada com o
término da relação, em abominável atitude, vinga-se do ex-cônjuge privando-o do
contato com o filho. Não raras vezes há mudança de domicílio, sem notícias do
paradeiro. Mesmo em menor número, mulheres também são vitimadas.
Repudio a
exposição de qualquer indivíduo a toda espécie de risco à sua segurança. Quando
me refiro ao sujeito alienado, vítima da alienação parental, sensibilizo-me com
a triste situação de bons pais e de boas mães que desejam estar com os filhos e
sofrem por não poderem brincar, abraçar e vê-los crescer. De bons homens e de
boas mulheres que ficam durante meses impossibilitados de terem contato com
seus filhos, por mero capricho do alienador.
Os prejuízos
psicológicos ocasionados pela alienação são contundentes, e poderão ser
irreparáveis. A lei 12.318/10 exemplifica diversas formas de alienação
parental, dentre elas: realizar
campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade
ou maternidade; dificultar contato de criança ou adolescente com
genitor; dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência
familiar; apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares
deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a
criança ou adolescente; mudar o domicílio para local distante, sem
justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com
o outro genitor, com familiares deste ou com avós.
O art.
3º da citada Lei alerta que “a prática de ato de alienação parental fere
direito fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar
saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e com o
grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o adolescente e
descumprimento dos deveres inerentes à autoridade parental ou decorrentes de
tutela ou guarda”.
O
alienado deve procurar auxílio junto à Vara de Família e Sucessões na Comarca
de sua cidade e junto ao Conselho Tutelar. A alienação parental poderá ser
constatada através de perícia psicológica ou biopsicossocial, requerida pelo
juiz, que poderá tomar medidas desfavoráveis ao alienador, tais como, a determinação
de acompanhamento psicológico, pagamento de multa, ou até mesmo perda da
guarda.
Privar o filho do contato com um dos
genitores sem justo motivo, por repulsiva vingança, é medida das mais cruéis e
egoístas. Não é apenas o alienado que é atingido. A criança é extremamente
prejudicada, quando impedida de receber todo o amor que transborda dos corações,
tanto da mãe quanto do pai.
Jeandré C. Castelon
Advogado e membro da Pastoral Familiar
![]() |
| Imagem: http://www.caetfest.com.br/hd-imagens/noticias/06032015114404g.png |
No Jornal: Gazeta de Toledo
terça-feira, 17 de novembro de 2015
O ROSÁRIO
O
Pai-Nosso e também a Saudação Angélica estão entre as primeiras manifestações
de devoção dos fiéis cristãos. Desde os primeiros séculos de nossa Era são
rezadas a oração que Cristo nos ensinou, bem como a saudação do Arcanjo Gabriel
e a saudação de Santa Isabel, que juntas compõe a primeira parte da Ave-Maria.
Os
monges, por volta do ano 800, recitavam todos os dias os 150 salmos do Saltério
(Livro dos Salmos). Mas as pessoas da comunidade, com pouca ou nenhuma
instrução, não sabiam ler. Um dos monges teve a ideia de ensinar ao povo o Pai-Nosso,
que era repetido por 150 vezes, substituindo aos Salmos. Após, ensinou-os a Ave-Maria.
Por diferentes motivos, era mais fácil memorizar as orações do que aprender a
ler.
Assim
nasceu, através dos monges, o Rosário, o “Saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia
dos pobres”, com 150 Ave-Marias.
Somente
em 1214 é que o rosário passou a ter forma e método como rezamos atualmente.
Ele foi dado à Igreja por São Domingos de Gusmão (1170-1221), que segundo a
tradição, recebeu das mãos de Nossa Senhora numa aparição particular, como meio
de combater pecados e heresias, mas principalmente para mudar o mundo.
Segundo
São Luís Maria Grignion de Monfort (1673 - 1716),
foi São Domingos quem dividiu a vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora em 15
mistérios que lembram os fatos mais importantes da vida, paixão, morte e gloria
de Jesus Cristo, tendo Maria como coadjuvante.
O
rosário teve o formato definitivo estabelecido pelo Papa Pio V, no século XVI, que
incluiu a meditação sobre os mistérios: gozosos, dolorosos e gloriosos. Em 16
de outubro de 2002 o Papa João Paulo II propôs a inclusão de uma nova categoria
de mistérios: os luminosos; que se referem aos aspectos da vida pública de
Jesus.
O
rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja.
No
afresco do Juízo Final, pintado por Michelangelo na Capela Sistina do Vaticano,
duas almas aparecem sendo puxadas para o céu por um rosário. São as almas de um
africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.
Em
12 de outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora
com um rosário no pescoço. Três humildes pescadores a encontraram em
Guaratinguetá, São Paulo. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi reconhecida
em 1929, Rainha e Padroeira do Brasil.
O
Papa João Paulo II dizia que o rosário era a sua oração predileta: “Oração
maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade."
O
Papa Bento XVI assim exortou: “Rezai o terço todo os dias! Deixai a Virgem Mãe
possuir o vosso coração: confia-lhe tudo o que sois, tudo o que tendes! E Deus
será tudo em todos...”
O
Papa Francisco, em sua mensagem aos jovens na Lituânia, em junho de 2013,
ensina que: “No rosário nós dirigimo-nos à Virgem Maria para que nos guie ruma
a uma união cada vez mais íntima com o seu Filho Jesus, para nos conformarmos
com Ele, para termos os seus sentimentos e para agirmos como Ele.”
A
oração do rosário, grande coroa de rosas, agrada a Deus. Se assim não fosse,
não seria rezado pelos Papas. Se assim não fosse, não haveria tantos milagres e
graças alcançadas. Reze o terço! Você não estará sozinho nesta devoção!
Jeandré
C. Castelon
Advogado
e membro da Pastoral Familiar
![]() |
| Imagem: http://migre.me/s8NCz |
![]() |
| Imagem: http://migre.me/s8NGP |
Após a leitura, "curta" e "compartilhe", para ajudar na divulgação do texto.
No Jornal: Gazeta de Toledo
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Meu corpo, minhas regras
Esse é o slogan da mais nova campanha
abortista encabeçada por atores de fama nacional que atuam em telenovelas
produzidas por uma grande emissora de TV. A um ou dois anos atrás a mesma
emissora e outros atores, talvez não tão famosos assim, lançaram uma campanha a
favor da legalização do aborto, alegando ser o tema tabu e que o “aborto
seguro” (quando só o bebê morre) seria questão de saúde pública, visando
proteger as mulheres. Mentira! O SUS enfrenta muitas dificuldades para oferecer
o mínimo necessário para atender as necessidades dos cidadãos brasileiros.
Legalizar o aborto significa retirar dinheiro da saúde pública que poderia ser
investido em novos hospitais, maternidades, aumento do número de médicos, entre
outras melhorias, e empregá-lo a favor de mulheres que decidirem por
interromper a gravidez.
A campanha “meu corpo, minhas regras”
também ofende os cristãos, pois ridiculariza a Bíblia e debocha de Maria, mãe
de Jesus. Com certeza eles não sabem que mais de 86% da população brasileira se
denomina cristã, segundo dados do IBGE. E como cristãos, não só por uma questão
de fé, mas também por princípios morais, defendem a vida desde a concepção até
a morte natural.
Assassinar bebês só porque a mãe e o
pai não se preveniram das consequências advindas de uma relação íntima não é
nem de longe a melhor atitude. Matar um embrião, um feto, ou um bebê, agir com essa
frieza só porque ele ainda não fala, porque ainda não é capaz de se defender, é
um grande absurdo.
Nota-se no mundo uma cultura de
morte. Em alguns países a eutanásia ou o suicídio assistido é permitido. Um
número ainda maior de nações permite o aborto em qualquer situação, bastando o
livre desejo da mulher interromper a gestação.
Confesso que fiquei muito triste e
preocupado com a referida campanha, e pelo que constatei pela internet a maioria
das pessoas também não gostou. O vídeo de divulgação foi reprovado pela maioria
esmagadora de pessoas que o assistiram, que ao final da exibição clicaram em
“não curti”.
Imaginem, o dinheiro dos cidadãos
brasileiros, sufocados com cada vez mais impostos, sendo usado para
deliberadamente financiar o aborto. Não se deve esquecer a quantidade de
pessoas que esperaram por um ou dois anos até chegar a vez de serem submetidos
a uma cirurgia eletiva. Os abortos, se legalizados, precisariam ser realizados
com a máxima prontidão, pois em nove meses a criança nasceria, e assim há a
iminente necessidade de eliminá-la o mais rápido possível.
Ser mãe, poder gerar uma vida, é um
dom maravilhoso reservado exclusivamente às mulheres. Conheço tantas famílias
que lutam tanto para poder ter um filho biológico e não conseguem. Conheço
também tantas mulheres que vitimadas por um aborto espontâneo, sofrem por
longos anos, lamentando a interrupção involuntária da gestação.
Todos os seres vivos possuem dois
instintos naturais básicos, que são eles: a alimentação e a reprodução.
Interromper uma gestação de forma inadvertida não é só uma atitude cruel e
desumana, afinal, uma vida é ceifada, é uma atitude que afeta negativamente
toda a espécie humana, podendo até, acredito eu, colocar em risco sua
existência.
Jeandré C. Castelon
Advogado e Membro da Pastoral
Familiar
![]() |
| Imgaem: http://migre.me/s1LGC
Nos Jornais: Gazeta de Toledo / Umuarama Ilustrado / O Paraná (10.11.15)
Após a leitura, "curta" e "compartilhe", para ajudar na divulgação do texto. |
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Boa Morte?
De origem grega, a palavra eutanásia, em
sentido literal significa “boa morte” ou “morte sem dor”. Mas será mesmo?
A eutanásia, é definida como o
procedimento pelo qual uma pessoa em estado terminal, ou portadora de doença incurável que esteja em sofrimento constante,
seja auxiliada a morrer rapidamente e sem dor. No Brasil a legislação tipifica a
conduta como crime de homicídio.
No mundo pelo menos cinco países permitem a
eutanásia. A Holanda foi a pioneira e desde 2002 pessoas com total consciência,
portadoras de doenças incuráveis e que padecem com dores consideradas
insuportáveis, podem solicitar ajuda para interromper a própria vida. Logo
depois, no mesmo ano, a Bélgica inovou e permitiu também que pessoas saudáveis
pudessem deixar registrado o desejo de morrer, para o caso de que eventual
doença as deixassem inconscientes.
Na Suíça e na Alemanha a eutanásia é
proibida, contudo, o suicídio assistido é permitido, ou seja, a pessoa deve
livremente realizar os procedimentos para sua morte sem ajuda direta de
terceiro. A Suíça possui uma legislação ainda mais liberal que da Alemanha,
permitindo que entidades orientem e ofereçam estrutura para a realização do
mórbido procedimento, tornando o país famoso no mundo pelo “turismo da morte”.
Pessoas de diversas nacionalidades viajam para a Suíça com o fim último de
ceifarem a própria vida. Obviamente que o processo é oneroso e os pacientes
desembolsam altas somas para poderem ter acesso ao procedimento fúnebre.
Em alguns estados Norte-americanos a
eutanásia, quando possível a manifestação da vontade particular, é permitida.
Também não é raro nos depararmos com
muitos casos de pessoas que recorrem à Justiça pleiteando o direito de
desligarem os aparelhos que mantêm vivo um ente da família. Muitas vezes a
solicitação é atendida. Nestes casos, acredito que não se trata mais do direito
de morrer, mas sim, do direito de matar.
Inúmeras são as situações de pessoas que
padecem de mal incurável e mesmo que em casos extremos, imóveis e prisioneiras
dentro do corpo atrofiado e inerte, conseguem manifestar o desejo de viver, mesmo
que somente através de pequenos movimentos do globo ocular. É comum a pessoa
estar consciente, com a inteligência totalmente preservada. Há casos em que
nenhum tipo de manifestação física seja possível. Imagine a sensação horrenda que
alguém possa sentir quando escuta uma pessoa querida decidir que é chegada a
hora de morrer sem poder fazer nada a respeito. Importante destacar que, pela
fé e esperança, virtudes presentes na maioria dos seres humanos, em alguns
casos, pacientes que estavam com os dias contados despertam e recobram a vida.
É relevante mencionar ainda, que
na Alemanha nazista a eutanásia, mesmo em casos sem a anuência do paciente, foi
responsável pela morte de milhares de pessoas consideradas incuravelmente doentes, bastando para tanto um exame médico
neste sentido. Nessa época pessoas idosas, deficientes físicos e doentes
mentais eram arrancadas de suas famílias e assassinadas. Essas pessoas eram
consideradas improdutivas, não poderiam trabalhar e contribuir para o Regime. Defendia-se
o dever de exterminar aqueles cujas vidas eram consideradas "indignas de
serem vividas”.
Na realidade, as pessoas doentes
ou com alguma deficiência precisam ser respeitadas e merecem tratamento digno.
Devem ser amparadas para que possam ter uma vida com a qualidade tão normal
quanto for possível.
Acredito que todo o esforço em
defesa da vida humana deva ser empregado, desde a concepção até a morte natural.
A vida é uma dádiva. Permitir a eutanásia ou o suicídio assistido é
extremamente nocivo e perigoso, não só porque fere o direito natural à vida,
mas também porque é impossível atestar a idoneidade moral de um carrasco.
Jeandré C. Castelon
Advogado
e membro da Pastoral Família
![]() |
| Imagem: http://migre.me/rSC6V Nos Jornais: Umuarama Ilustrado / Gazeta de Toledo / Jornal o Paraná |
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
A alegria prolonga os dias
Quando
ainda era estudante no segundo grau, hoje ensino médio, minha professora de
história, que lamentavelmente não me recordo o nome, ensinou-me que na época da
escravidão no Brasil (1530-1888), era comum os escravos morrerem de “banzo”.
A
morte era a última e mais grave consequência causada pelo terrível processo
psicológico sofrido pelos escravos, transportados como mercadoria dentro do
porão dos navios, de um continente a outro em condições degradantes, e os que
sobreviviam à torturante viagem, não encontravam melhor sorte quando
forçosamente desembarcavam na nova pátria. No início o banzo se caracterizava
por forte excitação, seguido de ímpetos de
destruição, e depois de uma nostalgia e tristeza profundas, podendo culminar
com a morte.
Embora eu não seja capaz de afirmar com absoluta certeza, possivelmente
esses foram os primeiros casos de morte causadas por intensa tristeza de que
temos registro aqui no Brasil.
A tristeza encurta nossos dias, enquanto a alegria os
prolonga. Essa máxima faz parte do saber humano desde muito antes da Era Cristã.
No Livro do Eclesiástico (30, 22-25), escrito aproximadamente 200 anos antes do
nascimento de Jesus, encontra-se importante recomendação, que alerta sobre os
perigos causados pelo sentimento de tristeza e enaltece a alegria: “Não entregues tua alma à tristeza, não
atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do
homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais
longa a sua vida. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê
firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de
ti, pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma.”
São Paulo quando escreve aos Tessalonicenses (5, 16-18)
exorta à alegria. Pede que todos estejam sempre alegres e permaneçam em oração.
Pede também que haja o que houver, sejamos sempre agradecidos a Deus. A alegria
deve nortear a vida do cristão, mesmo que situações adversas tornem isso mais
difícil. É claro que em alguns momentos da vida passaremos por circunstâncias de
grande aflição, de angustia, de amargura, ou seja, momentos carregados de
intenso sofrimento, situações que precisarão ser enfrentadas, suportadas e principalmente
superadas. Faz parte da vida combater o bom combate, dia após dia, dando um
passo de cada vez.
Acredito que até mesmo para ser feliz seja indispensável
algum esforço, que deverá ser demandado durante toda a peregrinação terrena em
busca da verdadeira alegria. Atualmente quantas pessoas sofrem com a depressão,
que em casos extremos assim como o banzo, também pode levar à morte. Na vida há
muitos obstáculos para a felicidade, mas nenhum deles é instransponível.
Seguramente o que mais atrapalha é quando a pessoa condiciona sua alegria
àquilo que ela não tem. A solução para superar a tristeza é encontrar a justa
medida, e ser alegre com aquilo que se tem, na circunstância em que cada um se
encontre, sem que isso signifique abandonar os sonhos e o anseio por melhores
condições de vida.
Por maior que seja a dificuldade pela qual você possa estar
passando, não desanime, com o tempo toda ferida se cicatriza, busque a alegria,
não entregue sua vida à tristeza, seja feliz, você e sua família merecem.
Jeandré
C. Castelon
![]() |
| Imagem: http://migre.me/rJNV5 |
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
A importância do protagonismo do leigo na vida da Igreja
“[...] os leigos, dado
que são participantes do múnus sacerdotal, profético e real de Cristo, têm um
papel próprio a desempenhar na missão do inteiro Povo de Deus, na Igreja e no
mundo. Exercem, com efeito, apostolado com a sua ação para evangelizar e santificar
os homens e para impregnar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do
Evangelho; deste modo, a sua atividade nesta ordem dá claro testemunho de
Cristo e contribui para a salvação dos homens. E sendo próprio do estado dos
leigos viver no meio do mundo e das ocupações seculares, eles são chamados por
Deus para, cheios de fervor cristão, exercerem como fermento o seu apostolado
no meio do mundo.”
(Decreto Apostolicam
Actuositatem, 2).
O leigo, fiel de Cristo, ou simplesmente
cristão, não consagrado a vida sacerdotal ou religiosa, divide com o clero,
papel fundamental de semear o Evangelho por todo o mundo. O leigo, inserido em
cada um dos setores da sociedade, é desafiado a ser luz do mundo e sal da terra
em todos os locais onde estiver, não só dentro do seio da Igreja.
Todo cristão desempenha papel de extrema
relevância e importância. Assim, surgem por consequência grandes
responsabilidades. Ideologias particulares e mundanas precisam ser deixadas de
lado, em defesa da vida, da verdade e do bem comum.
Para lidar com as adversidades e desafios que
por certo encontrará do decorrer da longa caminhada na estrada trilhada por
Jesus Cristo, é necessário que o leigo construa sua casa sobre a rocha, como revela
o Evangelho de Mateus (7, 24-27):
“Aquele,
pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um
homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as
enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não
caiu, porque estava edificada na rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras
e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua
casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e
investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína.”
É Deus a rocha da salvação (Salmo 94, 1),
e para melhor estar ligado a ele, aplicando-se cada vez mais no exercício das
virtudes da fé, esperança e caridade, faz-se necessária a oração diária e
leitura da Bíblia. Espiritualmente alimentado e forte, o fiel de Cristo suportará
com ânimo renovado os percalços que inevitavelmente encontrará ao longo do
caminho.
Acredito que, primeiro, o protagonismo do
leigo deve começar dentro de sua casa. Quando um lar é verdadeira Igreja
Doméstica, espaço de fé e oração, as dificuldades para o fiel cristão ser
Igreja fora dos ambientes eclesial e doméstico são suavizadas.
Todo batizado precisa ser de fato, sal da
terra e luz das nações. Guiado pelo Espírito Santo, o leigo precisa contribuir
para a evangelização, principalmente através de um frutuoso testemunho de vida.
Há distinção entre o sacerdócio ministerial
recebido pelo Sacramento da Ordem, reservado aos Presbíteros e Bispos, e o
sacerdócio comum do leigo, múnus recebido pelo Batismo. Entretanto, mesmo que
cada um exerça diferentes funções, todos os membros da Igreja fazem parte de um só corpo: Jesus Cristo. É de extrema importância que o
leigo “sinta-se Igreja” e contribua para a salvação de todo o povo de Deus.
Jeandré C. Castelon
![]() |
| Imagem: http://migre.me/rEtoM |
No Jornal: Gazeta de Toledo
Assinar:
Postagens (Atom)









