O
Pai-Nosso e também a Saudação Angélica estão entre as primeiras manifestações
de devoção dos fiéis cristãos. Desde os primeiros séculos de nossa Era são
rezadas a oração que Cristo nos ensinou, bem como a saudação do Arcanjo Gabriel
e a saudação de Santa Isabel, que juntas compõe a primeira parte da Ave-Maria.
Os
monges, por volta do ano 800, recitavam todos os dias os 150 salmos do Saltério
(Livro dos Salmos). Mas as pessoas da comunidade, com pouca ou nenhuma
instrução, não sabiam ler. Um dos monges teve a ideia de ensinar ao povo o Pai-Nosso,
que era repetido por 150 vezes, substituindo aos Salmos. Após, ensinou-os a Ave-Maria.
Por diferentes motivos, era mais fácil memorizar as orações do que aprender a
ler.
Assim
nasceu, através dos monges, o Rosário, o “Saltério de Nossa Senhora”, a “Bíblia
dos pobres”, com 150 Ave-Marias.
Somente
em 1214 é que o rosário passou a ter forma e método como rezamos atualmente.
Ele foi dado à Igreja por São Domingos de Gusmão (1170-1221), que segundo a
tradição, recebeu das mãos de Nossa Senhora numa aparição particular, como meio
de combater pecados e heresias, mas principalmente para mudar o mundo.
Segundo
São Luís Maria Grignion de Monfort (1673 - 1716),
foi São Domingos quem dividiu a vida de Nosso Senhor e de Nossa Senhora em 15
mistérios que lembram os fatos mais importantes da vida, paixão, morte e gloria
de Jesus Cristo, tendo Maria como coadjuvante.
O
rosário teve o formato definitivo estabelecido pelo Papa Pio V, no século XVI, que
incluiu a meditação sobre os mistérios: gozosos, dolorosos e gloriosos. Em 16
de outubro de 2002 o Papa João Paulo II propôs a inclusão de uma nova categoria
de mistérios: os luminosos; que se referem aos aspectos da vida pública de
Jesus.
O
rosário aparece em múltiplos momentos da vida da Igreja.
No
afresco do Juízo Final, pintado por Michelangelo na Capela Sistina do Vaticano,
duas almas aparecem sendo puxadas para o céu por um rosário. São as almas de um
africano e de um asiático, mostrando a universalidade missionária da oração.
Em
12 de outubro de 1717, foi retirada do rio Paraíba uma imagem de Nossa Senhora
com um rosário no pescoço. Três humildes pescadores a encontraram em
Guaratinguetá, São Paulo. Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi reconhecida
em 1929, Rainha e Padroeira do Brasil.
O
Papa João Paulo II dizia que o rosário era a sua oração predileta: “Oração
maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade."
O
Papa Bento XVI assim exortou: “Rezai o terço todo os dias! Deixai a Virgem Mãe
possuir o vosso coração: confia-lhe tudo o que sois, tudo o que tendes! E Deus
será tudo em todos...”
O
Papa Francisco, em sua mensagem aos jovens na Lituânia, em junho de 2013,
ensina que: “No rosário nós dirigimo-nos à Virgem Maria para que nos guie ruma
a uma união cada vez mais íntima com o seu Filho Jesus, para nos conformarmos
com Ele, para termos os seus sentimentos e para agirmos como Ele.”
A
oração do rosário, grande coroa de rosas, agrada a Deus. Se assim não fosse,
não seria rezado pelos Papas. Se assim não fosse, não haveria tantos milagres e
graças alcançadas. Reze o terço! Você não estará sozinho nesta devoção!
Jeandré
C. Castelon
Advogado
e membro da Pastoral Familiar
Imagem: http://migre.me/s8NCz |
Imagem: http://migre.me/s8NGP |
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No Jornal: Gazeta de Toledo
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