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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Proteger e valorizar a vida




A vida humana está constantemente sob ameaça. O aborto é uma triste realidade que mata a vida nascente, não só, a vida vem sendo desprezada em todos os seus estágios. Há projetos que têm por objetivo permitir a eutanásia e o suicídio assistido, garantindo o que chamam de direito de antecipação da morte. Fatores sociais também contribuem para desfavorecer a promoção da vida, tais como: desemprego, abandono de incapazes – tanto de crianças como de idosos –, violência no trânsito, omissão do Estado, conflitos armados, degradação da natureza, entre outros fatores. Não podemos ser indiferentes.

Fortalecer a família é a resposta, não apenas para as questões relacionadas à defesa da vida, mas ao mesmo tempo é a resposta para a solução de tantas outras mazelas sociais. A promoção, respeito e valorização da vida deve começar na família. Se cultivados o cuidado, o carinho, a solidariedade, o respeito entre os membros de uma família, entre amigos, na comunidade, certo que se formará um ambiente mais propício ao cuidado com a vida, que será protegida em todas as suas fazes, sob qualquer circunstância. Quem aprende a amar, ama, cuida de si mesmo e igualmente cuida dos outros.

É necessário romper a barreira da indiferença e voltar o nosso olhar para o irmão que sofre, mesmo sem vínculo de parentesco ou amizade, gastar o nosso tempo com quem precisa de atenção. É necessário respeitar, defender e promover a vida, de forma que todos a tenham, e a tenham em abundancia (João 10,10). Sigamos o exemplo do bom samaritano (Lucas 10, 25-37) que não desviou o seu caminho, aproximou-se e movido pela compaixão cuidou do seu próximo.


Jeandré C. Castelon
Advogado e teólogo

Imagem: https://bit.ly/2uh5Cz2

quarta-feira, 18 de março de 2015

A dignidade que não tem preço




É princípio Cristão que toda pessoa seja tratada com dignidade. A dignidade humana está fundamentada no fato de que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.” (Genesis 1,27).

Em nossa sociedade secularizada, a dignidade do homem é medida pelo poder que possui. Pelo cargo que ocupa. Pela quantidade de dinheiro que tem.

Antes se adquiria determinados bens justamente pelo conforto de poder usufruir deles. Comprava-se um carro, por exemplo, só para poder ir de um lugar a outro, de forma ágil e confortável. Hoje a propaganda é direcionada a impulsionar as pessoas a comprarem coisas que não precisam para viver, fazendo-as acreditar que quanto mais possuírem, serão mais felizes e ocuparão lugares de maior destaque. Não basta ter um veículo, “é preciso que seja melhor e mais caro que o do vizinho”, e que de preferência “também lhe cause inveja”.

Do mesmo modo, infelizmente, as pessoas de forma geral, tendem a tratar melhor quem está bem vestido, quem aparenta ter dinheiro ou ocupa cargo importante. Esquece-se que o verdadeiro valor do ser humano não deve ser medido pelas exterioridades. Poucos são os que se dispõe a olhar no fundo dos olhos do seu semelhante para alcançar os valores que realmente são relevantes.

Essa falsa concepção de dignidade marginaliza e fere gravemente os mais pobres. Que não raras vezes acabam acreditando que são pessoas sem valor, inferiores, pelo simples fato de não terem acesso ao luxo e ao supérfluo.  Também muitos, dos menos abastados, acabam fazendo sacrifícios enormes, passando por dificuldades financeiras, só para terem o tênis da moda, ou o carro último tipo, que a propagando fez acreditar que quem puder ostentá-lo será mais feliz e respeitado. Sacrifícios vazios, para não se sentirem excluídos, para alcançarem o mesmo patamar dos demais.

Valorizar o ser humano pelo que realmente é importante, pelo que é, e não pelo que tem. Reconhecer sua dignidade simplesmente por ser filho de Deus. Em contrapartida, sentir-se digno sem a necessidade de exteriorizar riqueza e poder. São importantes desafios, autênticas metas de vida.

Não é fácil olhar para o rico e o pobre da mesma maneira. Não é fácil olhar para o mendigo e para o “doutor”, atribuindo-lhes o mesmo peso e a mesma medida. Assim como não é fácil ser medido e julgado por uma sociedade de aparências, voltada ao consumismo. Porém, não se pode esquecer que a autêntica nobreza não tem preço. E que todos precisam reconhecer a verdadeira dignidade que se tem como pessoa, pois cada um é à imagem de Deus.

Jeandré C. Castelon




Nos Jornais:

http://www.jhoje.com.br/Paginas/20150318/opiniao.pdf

http://www.gazetatoledo.com.br/NOTICIA/14459/A_DIGNIDADE_QUE_NAO_TEM_PRECO#.VQwUwI7F_Z9

terça-feira, 3 de março de 2015

Eu "não" sou Charlie Hebdo


Após a leitura, "curta" e "compartilhe", para ajudar na divulgação do texto.

Primeiro, destaco que sou contra qualquer tipo de violência. E, lamento muitíssimo a morte das pessoas atingidas pelo atentado contra o jornal francês “Charlie Hebdo”. Mas não posso identificar-me com um jornal que publica diversas imagens, ridicularizando, menosprezando e desprezando diversas religiões, como o Cristianismo, Judaísmo e Islamismo.

Sou Cristão, e portanto, na minha religião Jesus é Deus, com o Pai e o Espírito Santo. É sagrado!

Machuca-me muito ver charges de Jesus, Maria, do Papa e membros da Igreja, como se fossem promíscuos. Cito por exemplo, a charge em que Deus, Jesus e o Espírito Santo estavam tendo relação sexual. Ou então, quando ridicularizaram o nascimento de Jesus. Entre outras.

Reitero que o desrespeito e as ofensas também são dirigidos aos Judeus e Muçulmanos. 

Cumpre ressaltar que a mídia, normalmente não dá muita ênfase quando, Cristãos são baleados, degolados, crucificados, queimados vivos, lapidados, violentados ..., como infelizmente tem acontecido pelo mundo afora.

De janeiro a outubro de 2014, 4.344 Cristãos foram mortos, mais que o dobro das 2.123 vítimas havidas em 2013. Estima-se no mundo que mais de 100 milhões de Cristãos sofrerem perseguições.

A imprensa deve ser livre, e tem todo o direito de se manifestar, assim, como eu tenho o direito da minha liberdade religiosa, de poder ser Cristão sem ser ridicularizado, escarnecido.

O atentado deve ser condenado, assim como qualquer forma de violência deve ser combatida. Agora, não posso identificar-me (“eu sou”) com referido jornal.


Quero paz para viver a minha fé... quero paz para ser de Cristo!

Jeandré C. Castelon




Texto publicado na Revista Arquidiocesana Catedral. Edição 200. Ano XXV. Março-Abril de 2015. Pág. 15.

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