quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pequenas centelhas do Reino de Deus



A plenitude do Reino de Deus será contemplada quando chegarmos ao Céu. Jesus nos apresenta que ainda no mundo já podemos vivenciar, mesmo que de forma imperfeita, alguns aspectos do Reino. Um Reino de justiça e paz, onde todos os homens em espirito, separados da carne corrompida pelo pecado, contemplarão o seu Criador.

Nas parábolas da semente de mostarda e na do fermento, Jesus destaca que o Reino de Deus é como algo pequeno e que com o tempo de amadurecimento, torna-se evidente para todos. As coisas pequenas, mesmo que talvez sem darmos a devida importância, têm seu valor. O Reino de Deus já está entre nós, ainda que de forma pouco perceptível.

A salvação para todas as almas é designo de Deus.

O tempo de Deus também é um grande mistério. Muitos já habitam na alegria de sua presença no Céu, outros ainda no mundo trabalham à serviço do Reino. Alguns talvez, somente terão garantida a entrada para o Paraíso nos últimos instantes de sua caminhada aqui na Terra.

Enquanto não nos encontramos face a face com Cristo, podemos melhorar nossa convivência como irmãos, sermos mais justos e fraternos. E assim procedendo, experimentaremos cada vez mais pequenas centelhas do Reino de Deus.

Jeandré C. Castelon



sexta-feira, 2 de março de 2018

O que Paulo escreveu sobre si mesmo?



Sou Israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. (Rm 11,1)
  



«Faço-vos saber, irmãos, que o Evangelho por mim anunciado, não o conheci à maneira humana; pois eu não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por uma revelação de Jesus Cristo. Ouvistes falar do meu procedimento outrora no judaísmo: com que excesso perseguia a igreja de Deus e procurava devastá-la; e no judaísmo ultrapassava a muitos dos compatriotas da minha idade, tão zeloso eu era das tradições dos meus pais.
Mas, quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim, para que o anuncie como Evangelho entre os gentios, não fui logo consultar criatura humana alguma, nem subi a Jerusalém para ir ter com os que se tornaram Apóstolos antes de mim. Parti, sim, para a Arábia e voltei outra vez a Damasco.
A seguir, passados três anos, subi a Jerusalém, para conhecer a Cefas, e fiquei com ele durante quinze dias. Mas não vi nenhum outro Apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. O que vos escrevo, digo-o diante de Deus: não estou a mentir.
Seguidamente, fui para as regiões da Síria e da Cilícia. Mas não era pessoalmente conhecido das igrejas de Cristo que estão na Judeia. Apenas tinham ouvido dizer: «Aquele que nos perseguia outrora, anuncia agora, como Evangelho, a fé que então devastava.» E, por causa de mim, glorificavam a Deus» (Gl 1,11-23).



«São hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? – Falo a delirar – eu ainda mais: muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, imensamente mais pelos açoites, muitas vezes em perigo de morte.
Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar. Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos! Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez!
Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as igrejas! Quem é fraco, sem que eu o seja também? Quem tropeça, sem que eu me sinta queimar de dor? Se é mesmo preciso gloriar-se, é da minha fraqueza que me gloriarei. O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é bendito para sempre, sabe que não minto» (2 Cor 11,22-31).

Imagem: http://www.a12.com/source/files/originals/paulo.jpg


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Não espere para dizer “eu te amo”





Há músicas que são verdadeiros sucessos mundiais cujas letras me incomodam um pouco, porque normalmente estão cheias de lamentações. Pede-se perdão por aquilo que deveria ter sido feito, pelos raros gestos de carinho, porque deveriam ter ficado mais tempo abraçados no sofá... que deveria ter sido dito o quanto aquela pessoa era importante e amada. Mas ficou tarde. Somente agora se deu conta de como se sente incompleto, vazio. Só agora percebeu o quanto amava aquela pessoa. Agora é tarde, diz a canção, ela está com alguém que faz tudo aquilo que deveria ter sido feito, que diz o que deveria ter sido tido. Havia amor, mas ficou guardado.

Eu sei, para muitos é difícil expressar suas emoções, dizer: “eu te amo, você é importante para mim”. Algo precisa ser feito. Deixe um inesperado bilhetinho carinhoso; sem dizer nada simplesmente envolva a pessoa amada em um profundo abraço; coloque um coraçãozinho desenhado no final da mensagem do WhatsApp; caminhem de mão dadas; faça o que for preciso ser feito! Não espere mais para dizer “eu te amo”.

Talvez assim, as próximas músicas de sucesso contem a linda trajetória de casais que juntos são felizes, durante a vida toda.


Jeandré C. Castelon


Imagem: goo.gl/5xu9kh


Os verdadeiros números sobre aborto no Brasil




Dados reais sobre morte materna em razão de um aborto, incluindo aborto espontâneo, aborto por razões médicas e legais, falha na tentativa de aborto e outras causas, disponibilizados pelo DATASUS que é o banco de dados do Ministério da Saúde, revelam que cerca de 72 mulheres morreram em 2015.

Segundo os dados mais atuais, divulgados por entidades pró-aborto, estima-se que no Brasil ocorram 500 mil abortos por ano (a ONU em 2013 divulgou a absurda cifra de 1 milhão de aborto praticados por ano no Brasil – entidades pró-vida defendem que este número é menor, cerca de 100 mil por ano), isso representa que para cada mulher que morre vítima de um "aborto inseguro", aproximadamente 7 mil bebês são abortados, ou seja, mortos. Se considerado os danos da ONU, o número de bebês abortados para cada mãe falecida é 14 mil. Se considerado os dados da ONU, e divididos pelo número de mortes maternas por “falha de tentativa de aborto” (14 mortes, segundo números divulgados pelo SUS), tem-se que para cada mãe falecida, quase 71,5 mil bebês foram abortados.

Isso fulmina um dos principais argumentos do movimento pró-aborto, que visa legalizar a prática no Brasil e em outros países do mundo, de que “mulheres ricas abortam em clínicas clandestinas seguras e mulheres pobres morrem em clínicas clandestinas precárias”, ou simplesmente “mulheres ricas abortam e mulheres pobres morrem”.

A verdade é que esse argumento é falso e tem por objetivo comover a sociedade para que a prática do aborto seja completamente descriminalizada e custeada pelo Sistema Único de Saúde. A verdade é que os carrascos são estatisticamente eficientíssimos em matar o nascituro e preservar a vida da mãe. 

Outro argumento pró-aborto é no sentido de que “basta o aborto ser totalmente legalizado, que o número de crianças abortadas irá diminuir”. Isso é mentira! A estatística revela que em todos os países onde o aborto foi legalizado houve aumento de sua prática.

Muita gente se coloca à frente da causa pró-aborto, alegando estarem defendendo os interesses das mulheres que desejam abortar seus filhos. A criança que está dentro do ventre materno não é capaz de se defender sozinha. Sejamos vozes a favor da vida, a favor das vítimas do aborto, tanto o bebê quanto a mãe. Não se engane, a mãe também irá sofrer com as consequências de sua fúnebre escolha e carregará as cicatrizes causadas por sua fatídica decisão, se optar pelo aborto.


Jeandré C. Castelon
Advogado, pós-graduado em Cultura Teológica e membro da Pastoral Familiar 




quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Eleja candidatos que defendam a vida




Atrevo-me a percorrer por um caminho bastante espinhoso, o da política, tendo como amparo e encorajamento palavras do Papa Francisco, explicitamente pronunciadas: “Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós, os cristãos, não podemos fazer de Pilatos e lavar as mãos, não podemos! Temos de nos meter na política, porque a política é uma das formas mais altas de caridade, porque busca o bem comum”.

Quando mais jovem fui atraído pelo discurso revolucionário de oposição proferido pelo Partido dos Trabalhadores-PT. Parecia ter sido encontrada a solução para resolver os problemas do Brasil. O discurso até hoje é atrativo, capaz de fisgar todo o tipo de pessoa, inclusive os mais brilhantes intelectuais, até porque, contra ideologias não há argumento.

Eu votava em candidatos do PT, até que em determinado momento comecei a me dar conta de que muitas medidas que desfavorecem a família formam justamente tomadas no período em que governava o país. Descobri também que o PT é o maior partido defensor da legalização do aborto, prática humanicida, que contraria o preceito basilar do direito à vida.

Sob a escusa de promover “um Brasil de mulheres e homens livres e iguais” na página 82, das Resoluções do 3º Congresso do PT ocorrido em 2007, foi aprovado o texto que inclui a “defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público”.

Não se engane, quem se filia ao PT para concorrer a um cargo eletivo está obrigado a assinar o “Compromisso Partidário do Candidato ou Candidata Petista”, que indica que todo o candidato está previamente de acordo com as normas e resoluções do partido, “em relação tanto à campanha como ao exercício do mandato” (Estatuto do PT, art. 140, §1º), sob pena de sofrer punições “que poderá ir da simples advertência até o desligamento do Partido com renúncia obrigatória ao mandato” (§2º, do mesmo artigo).

Seguindo a mesma corrente, algo similar acontece com outros partidos de esquerda (PSOL, PCdoB, PSTU – que são favoráveis à legalização do aborto no Brasil). Também o PV prevê em sua agenda a luta pela descriminalização do aborto.

Quanto aos políticos que pertencem a outros partidos, os de direita por exemplo, podem até ser favoráveis a descriminalização do aborto por convicção própria, mas não por obrigação partidária. No caso em questão, ao contrário, todo político filiado ao PT está comprometido com as suas resoluções, por força do que prevê o seu Estatuto.

Eventualmente algum político pró-vida pode ter se filiado a determinado partido sem saber do compromisso favorável ao aborto, e assim, verificado o engano, deve desfilar-se. 

O candidato eleito é porta-voz daquele que o elegeu, ou seja, mesmo que indiretamente, significa dizer que o eleitor compactua com o posicionamento da pessoa que recebeu o seu voto.  Quanto ao eleitor católico, se sabe que o candidato ou o partido político é favorável ao aborto e, ainda assim vota nele, comete pecado grave, porque está cooperando conscientemente a favor de um pecado gravíssimo, de acordo com o que preceitua o §1868 do Catecismo da Igreja Católica.

É dever de todo cidadão, especialmente dos que defendem a vida humana desde a concepção até a morte natural, procurar conhecer o pensamento ideológico, princípios e valores do candidato a ser votado, bem como fiscalizar o seu trabalho e cobrar posicionamento ético e moral.

Jeandré C. Castelon
Advogado, pós-graduado em Cultura Teológica


Imagem: goo.gl/ULj92R

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Dignidade da pessoa humana






O Papa Francisco, no parágrafo 273 da Exortação Apostólica Amoris Laetítia destaca que: “Quando se propõe os valores, é preciso fazê-lo pouco a pouco, avançar de maneira diferente segundo a idade e as possibilidades concretas das pessoas, sem pretender aplicar metodologias rígidas e imutáveis. A psicologia e as ciências da educação, com suas valiosas contribuições, mostram que é necessário um processo gradual para se conseguir mudanças de comportamento e também que a liberdade precisa de ser orientada e estimulada, porque, abandonando-a a si mesma, não se garante a sua maturação. A liberdade efetiva, real, é limitada e condicionada. Não é uma pura capacidade de escolher o bem, com total espontaneidade (...)”.

Conheço uma instituição que ajuda pessoas que não têm condições de suprir suas próprias necessidades, auxiliando-as com roupas, alimentação e até mesmos promovendo alguns cuidados com a higiene pessoal. Essa instituição também recolhe alguns moradores de rua em situação de maior vulnerabilidade e lhes oferece moradia e uma nova chance na vida, muitas vezes até encaminhando a pessoa para um trabalho, devolvendo sua dignidade de forma total, sendo feito ainda, todo um acompanhamento de ordem espiritual.

Referida entidade beneficente recebe doações, e necessita principalmente de alimentos e produtos de limpeza. Se algum item sobrar eles encaminham para outro local, onde eventualmente estejam precisando. Nada se perde.

Visitei o local algumas vezes. O almoço é servido diariamente. Até fui convidado uma vez para almoçar com eles. Levei alguns alimentos e produtos de higiene pessoal. O local é alugado, se eles não receberem doações também em dinheiro não há como arcar com as despesas de manutenção.

Em uma certa visita descobri que muitos jovens participam do movimento, ajudam em algumas atividades e inclusive em campanhas contra as drogas. Alguns dos jovens simplesmente “emprestam seus ouvidos” e escutam as histórias daquelas pessoas vulneráveis. Todos eles têm muito a contar, todos eles têm muitas histórias, normalmente trágicas, mas que podem ter um final feliz.

Cada pessoa atendida pela instituição é filha de alguém, pode ter irmãos, alguns têm filhos que infelizmente foram abandonados, ou seja, normalmente possuem algum parente em melhores condições de vida. É comum que o contato com os vícios tire a pessoa do convívio familiar. Por isso é importante que além do cuidado que os voluntários da instituição dedicam a cada uma das pessoas atendidas, que busquemos resgatar valores familiares, principalmente no que se refere ao afeto, ao carinho com os nossos entes queridos, aos estudos e ao trabalho, fortificando cada vez mais laços familiares. Certamente se tivermos famílias melhor estruturadas, também teremos menos pessoas abandonadas e vivendo nas ruas.

Importante salientar que muitos dos que vivem nas ruas não estão lá por livre escolha. Alguns foram abandonados ainda quando crianças, outros são prisioneiros de algum vício. Mas todos são vulneráveis, vivem em condições degradantes, todos são seres humanos, assim como eu sou.

Jeandré C. Castelon
Advogado, pós-graduado em Cultura Teológica e membro da Pastoral Familiar
  

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

É nas pequenas ações que está a nossa força





Tenho aproveitado duas frases de Madre Teresa de Calcutá para motivar-me na consecução de determinados projetos.  São elas: “se você não puder alimentar cem pessoas, alimente pelo menos uma”; e, “não espere por grandes líderes, faça você mesmo, pessoa a pessoas. Seja leal às ações pequenas porque é nelas que está a sua força”.

É certo que uma pequena boa atitude pode parecer ínfima em meio a tantas adversidades que afligem o ser humano.

É certo também que há pessoas que possuem talentos superiores aos nossos e desenvolvem trabalhos muito mais expressivos. Porém, toda a boa atitude é importante. Deus concede a cada um, por sua graça, dons que podemos colocar à serviço de outras pessoas. Todos nós temos talentos, alguns mais outros menos, o que não podemos fazer é enterrá-los, escondê-los, assim como fez o servo inútil na Parábola dos Talentos (Mt 25, 14-30).

Por mais insignificante que possa parecer aquilo que você faz, por menor que pareçam os efeitos de suas obras, continue fazendo mesmo assim, o mundo precisa de gente que multiplique boas ações, pessoa a pessoa. Seja fiel no pouco e Deus te confiará mais.  

Jeandré C. Castelon
Advogado, pós-graduado em Cultura Teológica e membro da Pastoral Familiar 

Imagem: goo.gl/6J1nTc

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Oração de um pecador


1. Quando eu me encontrar com Deus, espero que no Céu haja festa. Que Jesus me receba com um sorriso. Pois assim está escrito: haverá maior jubilo no Céu, pelo pecador arrependido. (Lc 15, 7).

2. Na hora do juízo, que Maria esteja ao meu lado, pois, reiteradamente, tenho sempre rezado: “Santa Maria mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”.
Também o meu anjo da guarda, permaneça comigo, pois sempre me acompanha, desde a concepção.

3. Que todos eles, fortalecidos pelas preces dos Santos e Anjos, clamem a Deus por piedade.
Apresentem a Deus, a minha defesa, minhas ínfimas e escassas “boas obras” (Ap, 14, 13).

4. As minhas obras Senhor, não são suficientes para eu receber a vida eterna. Por isso, rogo a Jesus (prodigioso advogado) que interceda junto ao Pai, e a minha incompleta medida seja saciada por sua clemência e misericórdia. 

5. Preencha-me Senhor e consinta que eu faça parte do Seu celestial Reino.

6. Ainda, meu Pai, permita meu atrevimento, suplico que estenda a Sua graça à minha família (minha esposa, meus filhos, todos os demais parentes e amigos), e se cumpra o que Paulo e Silas proferiram ao carcereiro: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa (At. 16, 31).


7. Louvado seja Senhor: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Jeandré C. Castelon



terça-feira, 19 de setembro de 2017

Tu és Pedro




Pedro e seu irmão estavam pescando quando foram avistados por Jesus. Lançavam suas redes mas acabaram sendo fisgados: “vinde após mim e vos farei pescadores de homens”, disse-lhes Jesus. Corajosamente atenderam ao chamado e o seguiram.

Foi Pedro que avistando Jesus caminhar sobre as águas pediu para ir junto a ele. Jesus respondeu: “Vem”. Então, Pedro saiu da barca e caminhou ao seu encontro. Porém, ao primeiro sopro do vento, teve medo e começou a afundar, clamando por socorro. Prontamente Jesus estendeu sua mão e o segurou, impedindo que afundasse. “Homem de pouca fé, por que duvidardes?”, questionou-lhe Jesus.

Pedro foi o primeiro a reconhecer que Jesus é o Cristo. Jesus declarou: “tú és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mas Pedro, logo em seguida foi severamente advertido pelo Senhor, ao ponto de ser chamado de “satanás”, pois pensava como os homens e não entendia naquele momento os desígnios de Deus.

Em outro momento, Pedro teve dúvidas e arguiu Jesus: “eis que deixamos tudo para te seguir. Que haverá então para nós?”.

Pedro, após trabalhar a noite toda sem nada pescar, por obediência às palavras de Jesus, lançou novamente as redes e apanharam peixes em grandíssima quantidade, a ponto de a rede começar a se romper. “Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador”. Pedro sabia que Jesus era o Messias e reconhecia-se indigno de estar na presença de Deus. Jesus o consolou, dizendo que não deveria ter medo e que doravante seria “pescador de homes”.

Após o discurso sobre o “Pão da Vida” (João 6), Pedro permaneceu com Jesus, embora muitos dos discípulos o terem abandonado, pois sabia que não havia outro lugar para ir, porque somente o divino mestre tem palavras de vida eterna.

Foi Pedro que armado com uma espada, decepou a orelha do servo do sumo sacerdote. No mesmo capítulo (João 18), amedrontado, Pedro negou Jesus três vezes antes que o galo cantasse.

Em resumo: Pedro declarou que era pecador; teve dúvidas; foi violento ao ferir um homem; precisou ser severamente advertido por Jesus; ao primeiro vento, teve medo e começou a afundar; negou Jesus três vezes. Pedro fez tudo isso e muito mais. Pedro era humano, tinha defeitos e qualidades, assim como todos nós! Mesmo tendo feito tudo isso, foi o primeiro a reconhecer a divindade de Cristo e a segui-lo; foi eleito pescador de homens; sobre ele Jesus edificou a sua Igreja; Pedro, ao contrário de muitos discípulos, sabia que somente Jesus é o caminho para a vida eterna; Pedro foi o primeiro Papa; canonizado, é reconhecidamente santo!

De tal modo são os homens que aderem ao chamado de Cristo, muitas vezes sentem medo, são fracos, vacilam, as vezes não conseguem seguir irrepreensivelmente os ensinamentos do mestre, são humanos, são falhos, assim como você e eu, assim como foi Pedro. Pedro fez tudo o que fez, coisas boas e outras nem tanto, mas nunca deixou de trilhar os caminhos de Jesus, consumindo sua vida em prol da mensagem evangélica, a ponto de ser martirizado, crucificado de cabeça para baixo, porque não se considerava digno de morrer da mesma forma que seu redentor.

Jeandré C. Castelon
Advogado, pós-graduado em Cultura Teológica e membro da Pastoral Familiar



terça-feira, 5 de setembro de 2017

A Bíblia é mais que um livro



Na verdade, é uma coleção com muitos volumes, uma verdadeira biblioteca, que contempla 73 livros, 46 pertencem ao Antigo Testamento e 27 são Neotestamentários.

A Bíblia começou a ser escrita a mais de 3.000 anos atrás, tendo seu último livro redigido por volta do ano 100 d.C., ou seja, durante um período superior a 1.000 anos.

Embora a Sagrada Escritura tenha sido escrita num lugar muito diferente de onde estamos, há séculos atrás, dentro de uma cultura diferente da nossa, a Palavra é viva e se atualiza até os dias atuais e por toda a eternidade. É claro que para um melhor entendimento, o auxílio do magistério é importante para a análise do texto, em seu contexto, com o fim de se evitar interpretações equivocadas.

Recomenda-se a leitura diária de trechos da Bíblia. Desde 1971, no mês de setembro, celebra-se o “Mês da Bíblia”, oportunidade privilegiada para a leitura e o estudo das Sagradas Escrituras.


E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra. (2 Timóteo 3, 15-17)


Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. (Hebreus 4, 12)


Jeandré C. Castelon
Advogado, pós-graduado em Cultura Teológica 


Comentários: