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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Não espere para dizer “eu te amo”





Há músicas que são verdadeiros sucessos mundiais cujas letras me incomodam um pouco, porque normalmente estão cheias de lamentações. Pede-se perdão por aquilo que deveria ter sido feito, pelos raros gestos de carinho, porque deveriam ter ficado mais tempo abraçados no sofá... que deveria ter sido dito o quanto aquela pessoa era importante e amada. Mas ficou tarde. Somente agora se deu conta de como se sente incompleto, vazio. Só agora percebeu o quanto amava aquela pessoa. Agora é tarde, diz a canção, ela está com alguém que faz tudo aquilo que deveria ter sido feito, que diz o que deveria ter sido tido. Havia amor, mas ficou guardado.

Eu sei, para muitos é difícil expressar suas emoções, dizer: “eu te amo, você é importante para mim”. Algo precisa ser feito. Deixe um inesperado bilhetinho carinhoso; sem dizer nada simplesmente envolva a pessoa amada em um profundo abraço; coloque um coraçãozinho desenhado no final da mensagem do WhatsApp; caminhem de mão dadas; faça o que for preciso ser feito! Não espere mais para dizer “eu te amo”.

Talvez assim, as próximas músicas de sucesso contem a linda trajetória de casais que juntos são felizes, durante a vida toda.


Jeandré C. Castelon


Imagem: goo.gl/5xu9kh


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Casais que cultivam práticas religiosas são mais felizes, diz pesquisa


Casais que cultivam práticas religiosas são mais felizes, diz pesquisa


Estudo de universidade norte-americana aponta a oração como poderoso elemento de vínculo entre homem e mulher



O cultivo de práticas religiosas pode ser determinante na longevidade do relacionamento de um casal, contanto que as façam juntos. É o que diz uma pesquisa recente do Institute for Family Studies (IFS), entidade norte-americana que trabalha com pesquisas comportamentais sobre temas de família.
Segundo o IFS, rezar unidos, lado a lado e com frequência diz muito sobre a qualidade do relacionamento. O doutor Bradford Wilcox, um dos responsáveis pelo estudo diz que isso deve ao fato de que a fé compartilhada é um poderoso elemento de vínculo entre homem e mulher e a oração é, tradicionalmente, a melhor forma de manter viva a experiência religiosa. “Vimos que casais que vão à igreja juntos e que, ainda mais, rezam juntos alcançam níveis altos de qualidade do relacionamento, disse Wilcox, que é diretor do National Marriage Project da Universidade da Virgínia e autor de vários estudos envolvendo religião e casamento. A entrevista foi concedida ao site Deseret News.
De acordo com o estudo, casais que rezam juntos pelo menos uma vez por semana são 17% mais propensos a se considerarem “muitos felizes juntos”. Wilcox diz notar também um “poder ritualístico na oração que dá sentido de comunhão ao relacionamento, de estar unidos de uma maneira mais profunda e intensa”. Para os pesquisadores trata-se de “um símbolo de comprometimento mútuo”.
No entanto, se apenas um dos dois vai à igreja, isso não apresenta nem benefícios nem riscos para a relação, mas há grandes diferenças dependendo se é ele ou ela quem frequenta os cultos.

Os pesquisadores perceberam que são mais felizes os casais em que ambos frequentam a igreja ou aqueles em que apenas o homem frequenta. Quando apenas a mulher vai à igreja, o grau de felicidade cai, ficando abaixo até mesmo dos casais em que nenhum dos dois frequenta a igreja.
A sua pesquisa revelou ainda que:
– 78% dos casais que regularmente vão à igreja juntos, ou nos quais apenas o homem vai, consideram-se muito ou extremamente felizes.
– Dois terços dos homens e mulheres em relacionamentos nos quais nenhum vai à igreja dizem-se felizes.
– 59% dos casais em que a mulher vai sozinha à igreja se dizem muito felizes.
Os benefícios da prática religiosa regular vão ainda além do nível de satisfação com o próprio relacionamento. Os dados mostram que casais que vão regularmente à igreja são menos propensas a ter filhos fora do casamento ou envolverem-se em casos de infidelidade.
As redes de amizades, comuns nesses ambientes, também contribuem para o fortalecimento de modos de vida que respeitem determinados valores morais, além de se tornarem ambientes acolhedores em momentos difíceis. Os pesquisadores dizem que casais que frequentam esses círculos de amizade são mais propensos a estar disponíveis quando alguém perde o emprego, tem problemas no casamento ou perdem um ente querido. “Isso é verdade, seja você religioso ou não. Se os seus amigos conhecem a sua esposa e os amigos dela, você tende a permanecer fiel a ela.”
Quanto à constatação de que casais nos quais a mulher vai sozinha à igreja são menos felizes, Wilcox tem algumas teorias. Pode ser que mulheres com dificuldades no relacionamento costumem procurar alguma igreja, então elas já estariam menos felizes antes de ir à igreja. É também possível que as mulheres que vão à igreja vejam os seus amigos indo com os seus parceiros e percebam que isso beneficia o seu relacionamento e a sua vida, o que as faz se desapontar com a própria relação.
(Via Sempre Família. Colaborou Felipe Koller. Com informações de Deseret News)


Imagem: goo.gl/7Mdp5d

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Namorar pode ser para sempre




O namoro é um tempo de amadurecimento, indispensável para a preparação da vida matrimonial. As pessoas podem e devem namorar bastante antes de tomarem uma decisão que influenciará o seu futuro: o casamento. Nosso casamento foi celebrado há alguns anos, no dia 11 de junho, data que antecede o dia dos namorados.

Casamento é para sempre, ou seja, "até que a morte os separe" (Gn 2,24; Rm 7, 1-3; Mt 19,6). Casamento é Sacramento, sinal visível da graça invisível de Deus. É um meio de santificação e de salvação para os cônjuges, mesmo que um deles não creia. São Paulo ensina que: “... o marido que não tem a fé é santificado por sua mulher; assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé. ...” (I Cor, 7, 14).

Infelizmente existem casais que não aproveitam de maneira saldável esta época tão especial de preparação. É período de experiência, para saber se de fato os noivos serão capazes de se suportarem, com mútuo apoio e sustentação, fiéis um ao outro, amando-se e respeitando-se, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todo os dias de suas vidas. Namoro pode ser desfeito, casamento não.

Vale lembrar que a indissolubilidade, a unidade, e a abertura à fecundidade, são elementos essenciais do casamento. Sobre à fecundidade o Papa Francisco escreveu que: “...o Criador tornou participantes da obra da sua criação o homem e a mulher, e ao mesmo tempo, fê-los instrumentos do seu amor, confiando à sua responsabilidade o futuro da humanidade através da transmissão da vida humana” (Amoris Laetitia, 81).

Importante destacar que o casamento não está fadado à monotonia, pelo contrário. Muitas das características do namoro precisam ser mantidas durante toda a vida conjugal: o carinho, o afeto, o cuidado com a aparência, as brincadeiras, os sorrisos, a alegria, etc. O casal que além de unido pelo sacramento do matrimônio, mas que nunca deixa de namorar, certamente é mais feliz.

Neste 11 de junho completamos 14 anos, 7 meses e 1 dia de namoro, e celebramos nosso décimo primeiro ano de casamento.

Jeandré C. Castelon
Advogado e membro da Pastoral Familiar


terça-feira, 28 de abril de 2015

Estão faltando abraços e mais 4 doses de carinho para um casamento feliz


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Tenho ouvido inúmeros casais narrarem problemas em seus relacionamentos. Pessoas com e sem filhos, com pouco ou com bastante tempo de matrimônio. O que está acontecendo? O que está faltando para que possam ter um relacionamento de complementaridade e serem felizes.

Dos relatos que tomo conhecimento, percebo que na maioria absoluta dos casos está faltando carinho, afeto e diálogo. Os casais não se abraçam, não estão mais trocando carícias e beijos. Permanecem por meses em se tocarem, sem se relacionarem intimamente. Está faltando sentir o cheiro um do outro. Também é preciso conversar, compartilhar as experiências, sejam boas ou ruins. O casamento é muito mais que um simples contrato de partilha de bens e divisão de despesas. É entrega-se para fazer o outro feliz.

Isso mesmo, casar é pelejar pela felicidade do companheiro (e vice-versa). Se alguém se une a seu cônjuge buscando a própria felicidade, já começa com o pé esquerdo. Pois, como dito, o segredo está em fazer o outro feliz. E assim, cada um buscando a felicidade do parceiro, funcionará o casamento.

Muito importante é querer estar junto. Se isso é um problema é imprescindível batalhar para superá-lo. 

Obviamente que problemas do dia a dia podem influenciar negativamente as relações, principalmente os financeiros. Perverso é o modelo consumista em que vivemos, onde se impõe gastos de altas somas até mesmo antes de celebrada a união conjugal. É vestido, terno, buffet, flores, músicos, decoração e tantas outras convenções sociais, que não raras vezes deixam o mais importante em segundo plano: a felicidade do casal. Muito comum é começarem a vida a dois perdendo o sono e a paz pelo ensejo das dívidas geradas em razão de gastos desmedidos.

Permitam-me quatro sugestões para ajudar o relacionamento, quatro pequenas pílulas para que cada um deseje estar cada vez mais perto um do outro:

Primeira: sempre, sempre mesmo, quando se encontrarem no decorrer do dia beijem-se, e claro, tem que ser beijo na boca. Não importa se se encontram repetidas vezes ao longo do dia, o beijo deve ser trocado em todas as ocasiões.

Segunda: nunca, nunca mesmo passem um dia sequer sem trocarem um abraço, bem apertado, bem gostoso, e que dure ao menos alguns segundos, para dar saudade e vontade de repeti-lo o mais breve possível. Tantos problemas poderiam ser evitados com simples abraços. 

Terceira: elogiem-se. Diga o quanto ela é lida; como ele é importante para você; quão feliz você é quando estão juntos; como é grande o amor que sente; que é feliz por estarem juntos; e o “eu te amo” não pode faltar. 

Quarta: não se esqueçam de cheirar o companheiro, aquela bela e profunda cheirada de cangote, como é bom.

Essas quatro pequenas atitudes transcendem o casamento e também são importantes na relação entre pais e filhos. Beijo, abraço, elogio e "cheirinho", acompanhados de diálogo, são pequenas doses de carinho, capazes de evitar e curar feridas.

Afirmo com toda convicção estão faltando abraços. Se os casais se abraçassem e se abrasassem mais, muitas separações teriam sido evitadas. Então, sem perder tempo, deixando para trás eventuais resquícios de orgulho e mágoa, comessem já. Sem medo algum, sejam de fato apenas um e se amem mais.


Jeandré C. Castelon

Imagem: http://favim.com/image/340777/  - Acesso: 28.04.2015.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Em perfeita companhia


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Numa noite dessas, minha esposa e eu lemos o trecho da Bíblia que descreve a criação da mulher (Gênesis 2,18-24). Não há, obviamente, como determinar se o relato da criação tenha sido literalmente da maneira como ali escrito. A Bíblia não é um livro comum de história como com os quais estudamos na escola, é um livro de religião. E o mais importante, é a mensagem e a forma como nosso coração reage quando é tocado pela transformadora Palavra.

O Texto Sagrado conta que primeiro Deus fez o homem e após todas as outras criaturas. Mas percebeu que o varão não encontrava companhia adequada, em meio a toda a criação. O homem foi tomado de um profundo sono, mandado por Deus, que, retirou-lhe uma costela, e a partir dela fez a mulher.

Quando o homem vislumbrou a mulher, sem sobra de dúvidas, ficou extremamente feliz, afinal era “osso de seus ossos e a carne de sua carne”. Ou seja, era semelhante a ele, embora repleta de inefáveis diferenças.

Homens e mulheres não são de forma alguma iguais. Eu não seria capaz de asseverar tamanho disparate. Quando na realidade são seres muito diferentes. Exceto perante a sociedade civil, quando devem fruir dos mesmos direitos, oportunidades e obrigações.

Sublime é saber que tudo que o homem não tem é suprido pela mulher, e da mesma forma a mulher se completa com o homem. Não falo só de distinções físicas, mas de toda uma perfeita gama de disparidades tão heterogêneas, que somente pela mão do Criador poderiam ter sido feitas.

No mesmo fragmento do texto, revela-se a instituição do casamento: “Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.”

Assim, esses dois seres até então incompletos, após a união conjugal, suprem-se um ao outro, preenchendo as carências e debilidades da cada um (ou pelo menos assim deveria ser), pois agora unidos, são intensos e inexcedíveis.

Tenho certeza, se com minha esposa somos apenas um, a minha melhor parte é ela. E, quando terminamos a leitura daqueles parágrafos do Gênesis, agradeci a Deus, por ter-me dado tão irretocável companheira.       

Concluo parafraseando Matthew Henry (1662-1714), relevante escritor, que assim se referiu sobre a criação de Eva: "não foi feita a partir da cabeça do homem, para não ter domínio sobre ele, nem foi feita de seus pés, para que não fosse pisada por ele, mas, do seu lado, para ser de igual valor a ele, debaixo de seus braços, para ser protegida e perto de seu coração, para ser amada".


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Divórcio Fácil: Inimigo da Duradoura União


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Para os cônjuges permanecerem casados, é preciso hoje, antes de qualquer coisa, viver de fato a vocação do matrimônio. Não adianta ter só boa vontade. É preciso querer estar junto da pessoa amada (e amar muito essa pessoa também), ter objetivos comuns e crescerem juntos (humanamente e espiritualmente).

Todo mundo sabe que a família é a menor célula da sociedade, porém a mais importante. “O futuro da Humanidade passa pela família”, disse o saudoso e atual São João Paulo II. E uma nova família é formada pela união de duas pessoas, homem e mulher que deixam (na maioria dos casos) a casa de seus pais para juntos viverem num novo lar. “Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne” (Marcos 10:7-8).

Infelizmente, inúmeros têm sido os casos de separação. Pessoas que não se aguentam mais, que não se suportam, que com maior facilidade e cada vez mais rápido se divorciam. Não pretendo de forma alguma fazer apologia ao divórcio. Mas veja só, no tempo dos nossos avôs não existia divórcio civil, ou seja, uma vez casado, casado para sempre, pelo menos no papel. Somente em 1977 veio a lume a Lei do Divórcio, que apesar de críticas configurou um divisor de águas (e de pessoas), pois permitiu a dissolução do matrimônio.

Até o ano 2010 para conseguir o divórcio perante a Justiça, era necessário estar pelo menos 2 anos separados de fato (divórcio direto), ou primeiro, separar-se por no mínimo 1 ano, e somente depois converter a separação em divórcio. E ainda, mesmo para iniciar o processo de separação era necessário ter permanecido casado por pelo menos 12 meses, ou seja, perante a Lei, ninguém com menos de 1 ano poderia iniciar o processo de dissolução do matrimônio. O espírito da Lei era preservar a família, imaginando a possível reconciliação do casal.
   
Hoje em dia, nada disso é necessário, basta decidir pela extinção do casamento, que dependendo do caso, nem precisa ir à Justiça, no próprio Cartório de Registro Civil, os até mesmo recém casados podem se divorciarem. Literalmente, é possível casar hoje e divorciar amanhã.

Na contramão dessas facilidades modernas, só mesmo tendo muita vontade de ficar junto. Essa vocação não é um dom extraordinário. É um dom de quem decide amar a outra pessoa, de quem opta pelo casamento, não para sua própria felicidade, mas para fazer o outro feliz em primeiro lugar. Mas, mais do que tudo: é uma decisão!
Decide-se amar aquela determinada pessoa pelo resto da vida, e para que dê certo, é preciso ser amado também.


Se para cada um existe um papel, o do homem que ama sua esposa e o da mulher que ama o seu marido, sem sobra de dúvidas é o mais extraordinário de todos. Passar anos, incontáveis e felizes, com a mesma pessoa é certamente a mais sublime e fantástica das vocações. E eu, quero vivê-la por todos os dias de minha vida.

Jeandré C. Castelon



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