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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Planos Municipais de Educação e a ideologia de gênero



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Em 2014, em Brasília, o Congresso não permitiu que a ideologia de gênero fosse implantada como meta, quando da votação do Plano Nacional de Educação - PNE. Em 2015 o tema novamente volta a ser objeto de discussão. Todos os municípios do Brasil, até o dia 24 de junho, devem aprovar seus Planos Municipais de Educação – PMEs, podendo incluir ou não a ideologia de gênero na educação infantil.

A ideologia de gênero, em resumo, prega que não existem diferenças naturais entre o masculino e feminino, entre homem e mulher. A criança deve ser educada de forma neutra, para depois escolher qual denominação sexual irá adotar. Inclusive há propostas para utilização de banheiros unissex, para meninos e meninas nas escolas e nas universidades.

Recentemente a Presidência da República, por meio da Comissão de Direitos Humanos, aprovou a Resolução nº 12, que estabelece que em todos os locais de ensino do país, a criança ou jovem tem o direito de usar o banheiro segundo sua opção íntima. Ou seja, um estudante do sexo masculino (bem intencionado ou não), poderá frequentar livremente o banheiro feminino, e vice-versa. Também poderá exigir ser chamado pelo “nome social” que vier a adotar.

A ideologia de gênero é extremamente prejudicial às nossas famílias. Relativiza de forma absurda a sexualidade humana, como se não houvesse qualquer diferença física, cromossômica, hormonal ou biológica entre seres humanos nascidos homens ou mulheres. O absurdo é tamanho, que há também os que defendem a pedofilia, chamando a relação íntima entre o adulto (de qualquer idade) com a criança (podendo ser de 12, 13, 14,... anos) de “amor entre gerações”.

Ser contrário a ideologia de gênero, em hipótese alguma é ser homofônico. Preservar a inocência infantil, em nada fere a opção sexual do individuo adulto, plenamente capaz de expressar suas vontades e ser responsável por suas escolhas. Todo ser humano é digno de ser tratado com respeito, independentemente de suas opções íntimas.

Há um ataque sem precedentes contra a família. Hoje em dia conta-se com a dissolução rápida e fácil do matrimônio, que desde 2010, só fez crescer as estatísticas de divórcios. Há Projetos de Lei para a aprovação do aborto, seja até a 12ª semana de gestação, seja a qualquer tempo (tudo pago pelo SUS, ou melhor, pago com o nosso dinheiro recolhido através dos impostos).

Certamente, se aprovada, a implantação da ideologia de gênero prejudicará de forma sem precedentes o desenvolvimento das crianças, e afetará negativamente toda a sociedade, pois, as mesmas crescerão sem poder contar com o modelo referencial do masculino ou do feminino.


“O futuro da humanidade passa pela família” (São João Paulo II). Se a família vai mal, o reflexo é sentido em todos os âmbitos sociais. Rogo a todos os que estão no poder, para que permitam que os meninos possam crescer e serem educados como meninos e que as meninas possam ser educadas e crescerem  como meninas, como tem sido a milhares de anos, desde os primórdios da humanidade. 

Jeandré C. Castelon

Imagem: http://migre.me/q9Gf3
Nos Jornais: O Paraná / Gazeta de Toledo

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Estimados professores


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Lamento muitíssimo pela forma como o nosso país vem tratando os professores. Categoria pouco valorizada e mal paga. Professor deveria ganhar bem, a carreira deveria ser disputadíssima, assim somente os bons profissionais permaneceriam em atividade. Obviamente que há bons e maus docentes. Conheço a fama de alguns apáticos que nunca deveriam ter entrado numa sala de aula. Mas não é desse tipo que gostaria de falar. A grande maioria é dedicada, batalhadora, em muitas oportunidades até mesmo cumprem um papel que não é seu, que deveria ser restrito aos pais ou responsáveis.

Já “estive” como professor, mas nunca tive medo de ser agredido (talvez porque ministrava aulas numa instituição particular afastada dos bairros estatisticamente mais violentos), sempre recebi o salário em dia, as escolas dispunham de boa estrutura física, nunca precisei enfrentar pais inábeis na educação dos filhos, descarregando a culpa pelo fracasso familiar sobre o já tão mal tratado professor. Também nunca precisei ficar afastado de minhas funções em razão de stress, da depressão ou de outro transtorno, como comumente tem acontecido principalmente com os professores da rede pública.  Tive muita sorte enquanto professor. Nem todo professor é vítima, entretanto, a maioria padece.

Lembro-me de alguns personagens que fizeram parte da minha vida acadêmica. Pessoas excelentes, que além de ensinar os conteúdos obrigatórios de sala de aula, deixaram marcas eternas, verdadeiras lições de vida. Mostraram o caminho a seguir, foram protetores, incentivadores, inspiradores, solidários, apostaram e sempre acreditaram no futuro. Não citarei nenhum nome, não quero correr o risco de parecer ingrato, esquecendo-me de alguém. Mas tenham certeza, estimados professores, jamais me esquecerei de vocês, pois sou grato por terem me tirado da escuridão intelectual, revelando-me as opções e caminhos que poderia percorrer.

Estimados professores, peço desculpas por todas as dificuldades que têm passado: a fragilidade salarial; o desrespeito; o desprezo; a falta de valorização da carreira; o medo de serem fisicamente agredidos; e tantos outros embaraços. Pobre de quem não valoriza seu professor. Rogo-lhes que não desistam, sei que provavelmente nunca lhes tenha sido dito, mas nosso país depende e precisa muito de vocês. O futuro de nossa nação passa por suas mãos.

Advogados, médicos, prefeitos, juízes, enfermeiros, pedreiros, jornalistas, agrônomos, veterinários, educadores, comerciantes, padeiros, entre outros, foram inspirados e formados por grandes homens e mulheres, que se dedicaram à nobre arte de ensinar.

Temo que nunca nossos estimados mentores recebam as honras que lhe são devidas e sejam dignamente reconhecidos. Se servir de consolo, acolham as congratulações de um ex-colega de profissão e eterno aluno, que sonha com um país melhor, que somente chegará ao futuro almejado, pela contribuição fundamental dos professores. 

Jeandré C. Castelon


Imagem: https://brsresults.files.wordpress.com/2013/07/classroom-shot.jpg - acesso em 04.05.15.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Menores infratores

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A estatística contraria os argumentos lançados pelos defensores da diminuição da maioridade penal para 16 anos. Dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça revelam que os menores de 16 a 18 anos (faixa etária que seria atingida pela possível redução da maioridade penal) cometem menos de 1% dos crimes praticados no Brasil. Considerando-se apenas os crimes contra a vida, o percentual cai para 0,5%.

Os crimes mais praticados por menores são roubos e furtos. De acordo com informações do Conselho Nacional de Justiça, a maioria dos adolescentes, 47,5%, comete o primeiro crime entre os 15 e os 17 anos. E 9% começam ainda na infância, entre os 7 e os 11 anos de idade. O que mais chama a atenção é que 60% dos menores infratores não estudavam na época que cometeram o primeiro crime, e 75% usavam drogas. 

Pela análise dos dados, chega-se a conclusão de que o governo precisa investir mais em educação, cultura, esporte e lazer, para que as crianças tenham chance de um futuro melhor, livre da violência e principalmente livre das drogas, que escravizam e matam jovens e adultos.

Se a criança passasse mais tempo na escola, inclusive realizando atividades em contraturno, se tiver uma boa estrutura familiar (daí a importância fundamental do resgate de valores familiares), passará menos tempo na rua, e será diminuta a chance de ser vítima do assédio de criminosos, que usurpam sua infância, usando-as como “escudo” para o crime.

Também não se pode olvidar que o sistema penitenciário brasileiro está longe de ser modelo de reabilitação e restauração de pessoas. Pelo contrário, a reincidência criminal no Brasil é de 70%, uma das mais altas do mundo, segundo dados também do Conselho Nacional de Justiça.

Esse imbróglio poderia ser evitado, poderíamos ter menos jovens infratores e natural diminuição do número de criminosos adultos também. O povo brasileiro grita pedindo socorro. Clama por medidas políticas honestas e sensatas, para que o dinheiro público seja bem aplicado e atenda aos interesses e necessidades da nação. As pessoas precisam ter acesso pleno à educação, saúde e emprego. Infelizmente a violência também é mais uma trágica consequência dessa maldita chaga que toma conta do país: a corrupção.

 Jeandré C. Castelon


quinta-feira, 26 de março de 2015

Educação, Ética e Família


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O Brasil precisa de pessoas comprometidas com a educação inclusiva e de qualidade, que debatam e apontem possíveis soluções para os desafios que dificultam a formação das crianças em futuros cidadãos, conscientes dos seus deveres e obrigações.

Inimaginável que um país possa caminhar bem, quando a família vai mal, quando não se tem uma educação de qualidade, quando não se observam princípios éticos. E sobre este último ponto destaco o nosso tão conhecido e muitas vezes aclamado método de se obter vantagens em detrimento aos demais: “o jeitinho brasileiro”.

Perdoem-me os contrários, mas o “jeitinho brasileiro” mancha nossa conduta cidadã. Cortar fila; aproveitar-se para conseguir vantagens por ser amigo ou parente de alguém que ocupa cargo importante; usar a carteirinha da faculdade (onde já se formou há muitos anos), para ingressar em eventos obtendo desconto na entrada; sair do restaurante sem pagar a conta; aplicar “golpes”; entre outros exemplos, são atitudes que infelizmente fazem parte da realidade do povo brasileiro. Chega-se ao cúmulo, já que atitudes assim fazem parte do nosso dia a dia, de muitas pessoas aceitarem a corrupção como algo normal e irreversível.

Aproveito para mencionar também as dificuldades que o professor está enfrentando na escolarização dos jovens. Não raras vezes, o educador é vitima do medo, já que não pode exigir o respeito que lhe é devido, ou cobrar uma atitude responsável do aluno, pois poderá colocar sua integridade física em risco. As crianças de forma geral, não estão sendo educadas em casa, e os pais vociferam ao professor, exigindo do já tão desonrado docente, que dê conta de resolver uma gama de problemas que foram ignorados pela família.

Quando a família vai mal, o reflexo é negativo em toda a sociedade. Por isso, a importância de falarmos sobre Educação, Ética e Família e buscarmos soluções possíveis de serem implantadas, beneficiando toda a nação.

Jeandré C. Castelon




Texto originalmente publicado como "Fórum: Educação,Ética e Família", adaptado para este Blog.


Texto publicado no Bolem on line - Pastoral Familiar - CNBB Regional Sul 2 - Ano VII - Abril-2015. Pág. 17

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